Famosos revelam uso de Ozempic e Mounjaro em 2025
Fonte: Extra — 10/03/2026 · 3 min de leitura
Em 2025, celebridades como Suzanna Freitas e Gominho chocaram ao revelar uso de Ozempic e Mounjaro para emagrecimento rápido, gerando debates sobre a "face Ozempic".
O ano de 2025 marcou uma nova era na percepção pública sobre métodos de emagrecimento rápido, impulsionado pela declaração pública de diversas personalidades sobre o uso de medicamentos injetáveis como Ozempic e Mounjaro. Essa tendência, rapidamente apelidada de "corpo Ozempic", gerou um intenso debate sobre os limites éticos e de saúde do uso desses fármacos para fins puramente estéticos. Figuras públicas que antes mantinham suas rotinas de saúde em sigilo, agora expõem abertamente os bastidores de suas transformações corporais, alterando a narrativa sobre o que é considerado um padrão de beleza alcançável.
Suzanna Freitas, filha da cantora Kelly Key, foi uma das que admitiu ter utilizado o Mounjaro para tratar sobrepeso e obesidade, resultando em uma perda notável de 20 quilos ao longo de aproximadamente um ano. Da mesma forma, o apresentador Gominho compartilhou sua jornada, anunciando uma redução de 46 quilos, atribuída em parte ao uso de medicamentos injetáveis, evidenciando a magnitude do impacto desses tratamentos em suas vidas. Essas revelações trouxeram à tona a discussão sobre a acessibilidade e os riscos associados a esses medicamentos, que originalmente foram desenvolvidos para o manejo do diabetes tipo 2.
O fenômeno "corpo Ozempic" não se limita apenas à perda de peso, mas também engloba alterações faciais, frequentemente descritas como "face Ozempic", caracterizadas por um aspecto mais magro e, por vezes, envelhecido do rosto. Essa estética é resultado da rápida diminuição de gordura corporal, que afeta tanto o corpo quanto a face, levantando preocupações sobre os efeitos a longo prazo e a sustentabilidade dessas mudanças. A busca por uma silhueta ideal, impulsionada pela mídia e pela cultura das redes sociais, tem levado muitos a considerar esses tratamentos sem a devida supervisão médica.
Contudo, a popularidade desses medicamentos não vem sem seus desafios. Efeitos colaterais como náuseas, vômitos e desconforto gastrointestinal levaram algumas personalidades, como a influenciadora Viih Tube, a interromperem o tratamento. A automedicação e o uso indevido desses fármacos, sem acompanhamento de profissionais de saúde, representam um risco significativo, podendo mascarar problemas de saúde mais graves ou levar a complicações inesperadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reiterado a importância da prescrição médica para o uso de Ozempic e Mounjaro.
A ascensão do Ozempic e seus análogos no mercado de emagrecimento em 2025 reflete uma tendência global. Estudos científicos demonstram a eficácia dessas substâncias no controle do peso, mas alertam para a necessidade de um plano de tratamento abrangente que inclua dieta e exercícios. A aprovação desses medicamentos por órgãos reguladores, como a Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos, para o tratamento da obesidade, tem impulsionado ainda mais seu uso, mas a linha tênue entre uso terapêutico e estético continua a gerar controvérsias éticas e médicas significativas.
O debate sobre o "corpo Ozempic" expõe a complexidade da relação entre saúde, beleza e tecnologia. Enquanto a ciência avança, trazendo novas ferramentas para o combate à obesidade, a sociedade enfrenta o desafio de utilizá-las de forma responsável e ética. A influência das celebridades nesse cenário é inegável, moldando percepções e comportamentos. É fundamental que a informação sobre os riscos e benefícios desses tratamentos seja clara e acessível, promovendo escolhas conscientes e saudáveis para o público em geral.
Fontes e Referências
Fonte original: Extra